Três

por prosadebola em 22/04/2012 - Categoria(s): Campeonato Carioca

 

1,2,3. 3x2 e o Vasco está na final.

O Flamengo foi eliminado pelo Vasco da Gama, por 3×2, nas Semi-Finais da Taça Rio.

Mas não é com este estopim que tem que se preocupar o torcedor flamenguista. O Problema vai muito além. Hoje, apesar da leve superioridade do Vasco, qualquer um dos times poderia ter saído de campo com a vitória. Mesmo com Ronaldinho Gaúcho e Deivid apagados, Love e Leonardo Moura tiveram ótimas aparições, infernizando a zaga vascaína, fragilizada, quase débil, com a ausência de Dedé.

Três erros continuam a residir na Gávea e são os principais responsáveis pela eliminação precoce. Eliminações Precoces, claro. Pelas férias forçadas e adiantadas.

Joel Santana é o primeiro. Escolher Joel Santana para o cargo de treinador da sua equipe é como você, rapaz, pedir a mão da maior periguete da cidade em namoro. Você pode até simpatizar com ela, pode até ter um certo carinho, mas no final não vai dar certo, já que ela vai fazer alguma besteira. É da sua personalidade. Como é da personalidade de Joel Santana ser perdedor e retranqueiro.

Não aproveitou um time do Vasco visivelmente abalado, após o gol do Love, aos 3 minutos de partida. Ao invés de ir para cima e assombrar a fraca defessa adversária, Joel recuou o time. Na verdade o time recuou automaticamente, fruto da mentalidade imposta por Joel cotidianamente. Para o Flamengo de Joel não existe vencer por 2 gols de diferença. E a virada adversária é algo próximo do banal. Foi o que aconteceu, hoje, aliado a ótima partida do meio campo Felipe, que estava iluminado e ensinou o significado de eficiência para Ronaldinho Gaúcho, que é o segundo erro.

Ronaldinho é o líder do Grupo. É o agregador da meninada e um mal espelho para os seus companheiros de time. Irregular, cabulador de treinos, lento, apático, pouco eficiente, reclamão, caro e covarde. O Flamengo investe milhões num jogador que não conseguiu fazer meia dúzia de partidas boas. Uma excelente. Nenhuma mágica. O torcedor do Flamengo ainda espera essa magia. Aplaude qualquer enfiada certa de bola como se fosse a volta do dentuço aos áureos tempos. Tempo que não volta. E nem vai voltar. Podem acreditar.

O terceiro grande erro está na própria administração. E é um erro mais amplo. Uma administração que passa a mão na cabeça ao invés de punir. Uma administração torcedora e cegamente apaixonada (pouco profissional) que prefere esconder e jogar por debaixo dos panos as falhas e faltas de Ronaldinho e companhia. Uma administração que não sabe planejar, contratar, fiscalizar e efetuar. E que vai tentar angariar alguns milhões de reais para trazer o Adriano de volta.

Para aumentar ainda mais a bagunça.
Para que o 3 erros virem 7, para que eu posso fazer um trocadilho infame em algum post posterior.

Vasco, Parabéns!

Em 2008, o Fluminense bateu Boca e São Paulo antes de chegar na final. O caminho, outra vez, promete ser cheio de espinhos.

Nenhum dos 6 times brasileiros que disputaram a primeira fase da Taça Libertadores da América imaginavam uma eliminação precoce. Todos eles, muito mais ricos e técnicos do que seus rivais andinos e platinos, planejaram uma classificação tranquila na fase de grupos. Foi mais ou menos isso que aconteceu: dos seis, 5 se classificaram tranquilamente. Apenas o Flamengo, com um pífio aproveitamento fora de casa, pipocou e vai jogar todas as suas fichas no Campeonato Carioca.

O Fluminense teve a melhor campanha da primeira metade da competição. Ao contrário do maior rival, venceu todas as suas partidas fora de casa e isso o credenciou a pegar o adversário relativamente mais fraco na fase posterior. Não foi bem assim. O pó-de-arroz deu azar. O 16º colocado foi o Internacional de Porto Alegre, time cascudo, quase uruguaio, acostumado, nos últimos anos, a passar por cima das dificuldades da Libertadores e levantar a Taça, mesmo que jogando um futebol muito pouco convincente.

Eu apostaria no Fluminense, se me perguntassem, mas a parada vai ser feia e dura. Dentro do campo, mesmo com todas as críticas, o time de Abel Braga possui valores individuais muito mais estelares do que o time de Dorival Júnior. Até no quesito “conjunto”, o time das Laranjeiras é  mais forte. O Inter jogou muito mal a primeira fase e quase foi embora para casa. Mas passou, passou e segunda fase é vida nova. Leandro Damião e D’Alessandro podem fazer a diferença. Terão que jogar como nunca e torcer para encarar um Fluminense apático (o que não é lá pouco provável). Mas o Flu deve passar (e encarar o Boca nas quartas, uma pedreira muito maior, diga-se de passagem).

O Clássico confronto Brasil x Argentina estará representado no duelo entre Vasco e Lanús. A equipe do Lanús mostrou, nas partidas contra o Flamengo, que não é digna de qualquer medo por parte dos vascaínos. Mas, dentro de casa, provou que pode ser um time perigoso e de ótimo aproveitamento das finalizações. Se o Vasco vencer a partida de ida, em São Januário, acho que a classificação cruz-maltina virá sem maiores problemas. Mas como o Vasco vem fazendo feio em casa nessa Libertadores, tudo pode acontecer. O Vasco é favorito. Em 2007, na Copa Sul-Americana, o Lanús liderava o Campeonato Argentino e foi atropelado em São Januário, 3×0. Mas como quem vive de passado é museu, o Vasco terá que repetir as boas atuações da primeira fase (principalmente as contra o Libertad) para passar e encarar o Corinthians, que vai, sem dúvida alguma, atropelar o Emelec.

Para o Santos, graças a boa campanha, o cruzamento foi muito tranquilo. Sem muitas dificuldades, o maior time brasileiro de todos os tempos deve passar pelo Bolivar, para enfrentar, provavelmente, o Velez, num duelo que promete ser eletrizante nas quartas-de-finais da Taça Libertadores.

E você? Concorda comigo?

O Flamengo não aprendeu com a Libertadores da América

por prosadebola em 13/04/2012 - Categoria(s): Taça Libertadores

 

Joel: se não for estadual, vai ser fracasso.

Nos últimos 6 anos o Flamengo esteve presente na Taça Libertadores das Américas por 4 vezes. Número que, visivelmente, é digno de aplausos. A presença na maior competição entre clube das américas se tornou frequente e, consequentemente, o torcedor flamenguista passou a sonhar mais alto.

Mas, mesmo com as últimas aparições, o Flamengo parece uma equipe virgem e mal preparada, que teima em não aprender com os erros passados.

A Libertadores de 2012 foi o ápice da ignorância rubro-negra. Com a crise entre o técnico Vanderley Luxemburgo e o ex-craque Ronaldinho Gaúcho, a diretoria preferiu ficar ao lado do dentuço e, de quebra, contratou o pior treinador para competições importantes: o místico e ineficaz Joel Natalino Santana. O que era para ser tratado como uma piada virou aplauso por parte dos torcedores, no momento em que Joel abraçou o grupo e disse, quase que sem meias palavras, que Ronaldinho faria o que quisesse na Gávea.

Hoje, os flamenguistas acordaram vexatoriamente eliminados da Copa Libertadores. Num dos grupos mais fáceis da competição, ficaram com a terceira colocação, atrás do folclórico e péssimo time do Emelec, do Equador.

O comum torcedor Flamenguista acordou pensando: “Ah, tudo isso só porque deixamos o Olímpia empatar por 3×3 com a gente nos últimos minutos de jogo”. Os 2 pontinhos contra o Olímpia fizeram falta, mas, com plena certeza da afirmação, não foram eles que tiraram a vaga e o sono dos flamenguistas.

O Flamengo foi uma piada fora de casa. Jogou 4 partidas (12 pontos) e marcou apenas 1 ponto, contra o Lanús, na primeira rodada da fase de grupos. Conseguiu perder para Potosí e Emelec. Pior, foi arrebatado pelo Olímpia, que tomou de 6 do Lanús e foi eliminado, em casa, pelo Cavalo Equatoriano que abocanhou a segunda vaga almejada pelos cariocas.

O medo de atacar de Joel Santana foi o principal fator de eliminação. Na primeira partida contra o Lanús, o Flamengo deu uma aula tática no primeiro tempo, jogou muito melhor e abriu o placar com Leonardo Moura. Joel recuou e o time cedeu o empate (comemorado pelo treinador e bem aceito pela mídia). No segundo jogo fora de casa, contra o Olímpia, empatou a partida e recuou, acabou tomando 2. Contra o Emelec, no Equador, tinha a vitória nas mãos. Joel trocou meias por zagueiros e o fraquíssimo time equatoriano conseguiu a vitória que lhes permitiram sonhar na derradeira rodada.

Joel Santana não conseguiu enxergar que os times de seu grupo eram assombrosamente fracos. Ao ínves de atacar para garantir pelo menos alguns pontinhos fora de casa, preferiu jogar pelo empate e perder a maioria dos jogos. Não importa se Ronaldinho, Deivid, Willians e cia não estão no melhor de suas formas. Olímpia, Emelec e Lánus eram fracos e cederiam a qualquer investida ofensiva mais drástica. Mas Joel não sabe jogar Libertadores.

Vejamos o exemplo do Vasco da Gama, que também não vive uma grande fase, mas que conseguiu se classificar com sobras, 6 pontos à frente do terceiro colocado. Quando perdeu a partida para o Nacional na primeira rodada, dentro de casa, o time da colina história percebeu que precisaria vencer fora de casa pelo menos uma partida. Contra Libertad, Alianza Lima e Nacional, começou mandando no jogo e colheu os frutos. 7 pontos em 9 disputados fora de casa.

O Vasco percebeu que não tem mistério. Que os times brasileiros, financeiramente avançados, também possuem equipes muito mais fortes e técnicas dos que as de seus vizinhos andinos e platinos. Dá para vencer qualquer jogo, como fez brilhantemente o Fluminense contra o Boca Juniors.

Joel preferiu jogar com medo.
Jogar pelo empate é jogar com medo.
O Flamengo está eliminado da Taça da Libertadores e a diretoria deve mandar o Natalino embora o mais rápido possível.
Não há projeto que sobreviva a um treinador limitado, técnica e intelectualmente.
O Flamengo, nem com Mourinho, venceria essa Libertadores.
Mas, sem Joel, poderia ter ido muito mais longe.

O deboche que precede o medo

por prosadebola em 24/03/2012 - Categoria(s): Campeonato Carioca

 

O Flamengo lembra do passado, aposta no presente e esquece o futuro.

Nunca, em sã consciência, irei defender uma diretoria de futebol que se propõe a contratar ex-medalhões, em vez de investir na formação de jogadores, mais amplamente: na estrutura do futebol do seu Clube.

Adriano pode estar chegando ao Flamengo. Adriano pode até nem querer voltar para o Flamengo. Talvez, até o próprio Flamengo não tenha feito contato algum com o ex-atacante da Seleção Brasileira.

O fracasso no Corinthians faz com que os torcedores rivais do Flamengo abram a boca para distribuir as mais variadas injúrias, contra a aposta da torcedora-diretora Patrícia Amorim. Mas eles tem medo.

Botafoguenses, Tricolores e Vascaínos têm medo do que o Adriano pode fazer.

Adriano não é Dimba. Não é Josiel. Não é Tigre Ramirez. Não é Deivid. Dill. Leandro Amaral ou Obina. Todos estes são a certeza do fracasso. Não pela falta de comprometimento com o Clube, mas pela falta de qualidade nos seus respectivos “futebóis”.

Por mais que seja improvável. Adriano pode colocar a cabeça em ordem. Fora de forma e perturbado psicologicamente, hoje, ele é dispensável.

Com a cabeça no lugar e com trabalhos físicos, Adriano vale a aposta. É Craque. Diferenciado, do seu modo.

Num futebol brasileiro com jogadores de qualidade cada vez mais duvidosa, é duro não ter, pelo menos, a curiosidade de investir no Adriano. Jogador de cacife justificado pelo futebol que apresentou de 2003 até 2008.

Há o outro lado. O lado da grana. O lado “do que fazer com esse dinheiro”?. A diretoria do Flamengo; por ousadia, por covardia, por confiança, por desespero ou por falta de preparo; deve escolher investir no Adriano. Deixar de lado contratações mais estudadas.

É um investimento de risco. É um investimento a curto prazo. É um investimento que, ao mesmo tempo, pode virar piada ou pode trazer títulos, como foi em 2009. Nenhum atacante do futebol brasileiro chega aos pés do Imperador. Fred passa longe. Não que ele seja um grande craque do futebol mundial, mas é que por aqui faltam até os bons jogadores. Alecsandro dá o tom.

A torcida rubro-negra não deve ter vergonha de admitir que quer o Imperador da Night de volta na Gávea.

Vasco, Botafogo e Fluminense fariam o mesmo. Celebrariam.

Mas Adriano só tem olhos para o Flamengo. O Flamengo só tem olhos para Adriano.

É uma daquelas histórias cheias de obstáculos, mas que, como qualquer história, pode ter um final feliz.

2009.

“Aqui não” tem vergonha na cara

por prosadebola em 23/03/2012 - Categoria(s): Copa do Brasil

 

“Aqui, não! Aqui, não”, exclamou o orgulhoso goleiro Jefferson, com ar de superior, após a tentativa de cavadinha do, hoje demitido, meio campo Léo Rocha, do Treze de Campina Grande.

Aqui não…

Antes de tão intempestiva e ridícula atitude, o arqueiro alvi-negro não deve ter pensando no contexto, que também é próximo ao ridículo.

Em duas partidas, o Botafogo não conseguiu vencer a frágil equipe campinense uma vez sequer. Motivo de vergonha para uma equipe que entrou na Copa do Brasil pensando em conquistá-la. Jefferson e seus amigos deveriam estar mais preocupados com a fato de terem vencido o Treze apenas nas decisões por pênaltis, e não no tempo normal.

“Aqui não”! Tenho plena certeza que deliciou-se o torcedor botafoguense, apegado ao fracasso, com as palavras do seu melhor jogador.
Mas deve, também, ter pensando o torcedor alvi-negro mais inteligente, em outros “aqui não” muito mais fatídicos e inquietantes para a realidade do futebol de General Severiano.

Aqui não, pensou ele…

Aqui não tem título nacional desde o Campeonato Brasileiro de 1995.

Aqui não tem participação em Libertadores desde 1996.

Aqui não tem Libertadores (e nem previsão).

Aqui não tem camisa. Nem os nossos belos times de 2006,2007 e 2011 conseguiram uma mísera classificação na Taça Libertadores.

Aqui não tem camisa. O nosso melhor time da década, o de 2007, não conseguiu deixar de sofrer 3 gols em 10  minutos, contra o River Plate, na eliminação mais grotesca da história do futebol sul-americano.

Aqui não tem vergonha de queimar um jogador humilde em rede nacional, colocando a torcida e o próprio clube paraibano contra o cabisbaixo Léo.

Aqui não tem esperança. Nos jogos decisivos, entra-se em campo com a certeza da derrota. E ela sempre vem.

Aqui não tem sangue frio. Em 8 rodadas, deixa a virtual liderança do campeonato brasileiro e deixa escapar também a Libertadores. 2011

Aqui, no Botafogo, não tem um monte de coisas que deveriam haver numa equipe que pensa grande. O Botafogo se encolheu da pequenice do seu próprio passado recente e nem o excelente Loco Abreu, precocemente idolatrado, conseguiu dar alguma alegria plena para a torcida mais sofrida do futebol brasileiro.
O Botafogo não aprende a lição. Vê os três rivais do Rio de Janeiro na Taça de Libertadores e, ao invés de abaixarem a cabeça pela pífia atuação contra o Treze, preferem condenar a falta de respeito que é uma paradinha. Numa mentalidade medieval.

O Botafogo, assim como Atlético Paranaense, Figueirense, Náutico, Santa Cruz, Coritiba e Juventude…
O Botafogo é o mais novo time médio do futebol nacional.
Há anos deixando de ser grande. Querendo andar para trás na sua bela história.
Quarta-feira conseguiu.

 

Apito, amigo?

por prosadebola em 13/02/2012 - Categoria(s): Campeonato Carioca,Taça Libertadores

 

Chorar é rotina. No começo, por emoção. Mas no fim, sempre a derrota.

Realmente, tarefa das mais complicadas é entender a cabeça do torcedor do Fluminense.

Antes de um clássico de Campeonato Estadual, tão pouco valorizado pelo milionário time da Unimed, a soberba.

Para os adeptos do Flu, a partida valia muito pouca coisa, já que estão jogando para valer apenas a Copa Libertadores.

Assim como a torcida, o time foi preguiçoso. 20 segundos de inspiração de Deco, Thiago Neves e Fred resultaram no único gol do pó-de-arroz.

Mais nada.

O Fluminense jogou a mesma bolinha quadrada que o caracteriza desde sempre. Muito dinheiro, muito craque e um futebol muito pouco compatível com todos estes atributos.

Da minha parte, acho que o Flu está enganado. Mais importante do que a alta qualidade dos jogadores é a confiança.

E a gente ganha confiança vencendo uma partida, duas partidas, três e quatro. Não precisa ser uma partida da Libertadores. Qualquer partida.

O Vasco mostrou isso para o Brasil em 2011. O Fluminense não aprendeu.

Fred e Deco pediram ao Presidente da Unimed mais 300 mil reais em suas renumerações mensais, já que Thiago Neves chegaria para receber 700… E os dois primeiros só ganhavam 550. Tadinhos.

Os jogadores não amam o Fluminense. Amam seus $$$… Sendo assim, a entrega é muito menor do que a de um amor sem interesses.

O Juiz apitou o término da partida  e a torcida do Flu estava conformada. Seus grandes jogadores não renderam, Fred e Edinho perderam a cabeça, o Vasco, time cascudo, lutou até o final, mesmo com o elenco muito mais fraco, e venceu.

Aí entra a tal da confiança. A confiança faz a bola entrar quando menos se espera, com Alecsandro. A falta de confiança faz de Deco, Fred, Thiago Neves e Wágner jogadores comuns.

Mas claro. O Clássico contra o Vasco não valia nada, mesmo. Mesmo assim, o torcedor tricolor chorou a marcação de 2 pênaltis, 1 existente.

Ainda que com a ajuda da arbitragem, o Vasco foi muito melhor. O ‘Fluzão’ precisa rever isso daí.

Entendemos perfeitamente a falta de vontade no Carioca, mas duvido muito que o futebol da Taça Libertadores seja muito diferente do de ontem.

O Fluminense é historicamente preguiçoso. Só vence quando é muito superior… Quando a  parada é equilibrada, tende a entregar.

Ainda falta camisa. E um time só vai aumentar o peso de sua camisa com um time de guerreiros. Um time de guerreiros que dispute títulos, como o Vasco de 2011. Não um time de guerreiros que saem do buraco, disputando posições contra times medíocres, como o Flu em 2009.

E fica uma pertinente questão:

Para um time que corre sérios riscos de não passar para a segunda fase da Taça Guanabara, vale a pena sonhar com a Libertadores?

Não minha opinião, não. Sonhar sempre vale a pena, ok. Mas priorizar um sonho em detrimento da realidade, é burrice.

O Campeonato Carioca é o sonho possível que pode ter o torcedor tricolor em 2012.

Democracia Vascaína e Império da Balada

por prosadebola em 12/02/2012 - Categoria(s): Campeonato Carioca

 

Cada torcida tem o líder que merece?

Depois que o treinador vascaíno Ricardo Gomes, ano passado, quase passou dessa para uma melhor, o Presidente cruz-maltino Roberto Dinamite marcou, no dia seguinte ao surpreendente e lamentável episódio, uma reunião com Cristóvão Borges (então auxiliar de Gomes), Juninho Pernambucano, Carlos Germano, Felipe e Rodrigo Caetano (atual Diretor de Futebol do Fluminense). O principal motivo da reunião: Dinamite desejava implantar no Vasco da Gama um projeto ousado e inovador: pediu para Juninho e Felipe que os dois assumissem o papel de treinadores-jogadores. Essa foi a primeira opção de Dinamite após a internação de Ricardo Gomes, mas os dois craques, inteligentemente, não aceitaram a proposta.

Consolidou-se a segunda opção: Cristóvão Borges assumiu, contra a própria vontade (mas com muito profissionalismo), o cargo de treinador de futebol. Juninho e Felipe receberam de Dinamite e Borges total liberdade para co-liderança. As decisões importantes não caberiam apenas ao treinador, mas passariam pelo aval de Júnior e Felipe Jorge, que, indiretamente, representavam os demais membros do elenco futebolístico do Vasco.

Juninho, mais que Felipe, é um exemplo total de profissional do esporte. Os jogadores que convivem com o meia, sabem do seu amor pelo Vasco. Sabem que qualquer decisão tomada por Juninho visa o bem do clube, e não a sua própria imagem.

Até hoje, Ricardo Gomes não voltou. Juninho e Felipe continuam a exercer o mesmo papel de 2011. Cristóvão é apenas uma das três cabeças pensantes. Claramente, a menos importante, já que os outros dois têm ao seu lado a força do elenco.

Independente de resultado, de tropeço na Libertadores ou salários atrasados, o Vasco é uma democracia consolidada. Mais consolidada que a do nosso próprio país, diga-se de passagem, pois o caráter de seu líder máximo jamais é questionado, nem pelos maiores rivais.

Já o Flamengo tem lá também o seu ‘Presidente’. Ou ‘príncipe’. Se não fosse lembrar tanto o ex-jogador Adriano, eu diria que o Ronaldinho Gaúcho é hoje o Imperador da Gávea.

Por qual razão? Importância dentro de campo? Caráter? Liderança? Inteligência? Não… A razão é que ele custou muito caro e a Diretoria do Flamengo tenta qualquer ação desesperada para que os milhões investidos não caiam no buraco.

Luxemburgo, o Homem que negociou a vinda de Ronaldinho para o Flamengo, foi mandado embora porque seu pupilo transava na concentração e forjava conjuntivites.

Numa equipe racional, por mais que comprovada a ineficácia de Luxemburgo, a corda cederia no lado do dentuço. Mas Flamengo é Flamengo.

A diretoria ainda acredita em retorno financeiro. Dentro de campo, Ronaldinho perde pênalti e já começar a ouvir algumas vaias.

Foi contratado um motivador, que estava encostado no pouco expressivo futebol baiano, para assumir o posto de técnico. Na sua apresentação, disse que Ronaldinho é craque e vai jogar na posição que quiser.

Mas em que posição quer jogar o Ronaldinho? Essa é a grande questão a ser colocada e respondida.

Ronaldinho não é exemplo de profissional para receber regalias e ser o dono do time.
Ronaldinho sequer tem história com a camisa do Flamengo.
A diretoria rubro-negra move mundos e fundos para que o gaúcho se sinta à vontade e jogue o seu verdadeiro futebol.
No Milan não deu certo, mesmo com as maratonas de orgias nos hotéis 6 estrelas, ignoradas por seus patrões. (Mentira, dizem que o Berlusconi, às vezes dava uma chegadinha no cafofo do dentuço).
Será que algum puteiro da Barra, ou quadra de escola de samba, vão dar jeito nisso?

O ‘Mengão’ aposta todas suas fichas  num líder que não quer liderar. Apenas não quer ser incomodado.

Hoje, não há democracia. O Estado sou eu, diria Luís 14.
O Flamengo sou eu, poderia dizer Ronaldinho. Mas é mentira.
O Flamengo, que é muito maior que qualquer craque, hoje, é menor que Ronaldo.

E se curva ao seu pouco talento.

A chance do Fluminense

por prosadebola em 10/02/2012 - Categoria(s): Sem categoria

Diego Cavalieri – 280 mil reais
Bruno – 120 mil reais
Anderson – 150 mil reais
Leandro Euzébio – 150 mil reais
Carlinhos – 180 mil reais
Edinho – 300 mil reais
Diguinho – 180 mil reais
Wágner – 400 mil reais
Deco – 600 mil reais
Thiago Neves – 790 mil reais
Fred – 550 mil reais

Abel Braga – 650 mil reais

Thiago Neves: nunca ganhou tanto. Nunca jogou tão pouco.

4 milhões e 350 mil reais. Este é o preço do time titular do tricolor das Laranjeiras (+Abel) que entrou em campo na última terça-feira contra o Arsenal de Sarandí.

O time das Laranjeiras não jogou muito bem. Foi muitas vezes surpreendido nas bolas paradas, mas isso não é novidade. A zaga no Fluminense é muito fraca, não por desleixo de Muricy, mas pela falta de qualidade das suas opções. No milionário esquadrão da Unimed, a diferença tem que ser feita pela duplinha meio-campo/ataque.

O tricolor formou o time mais caro de TODOS OS TEMPOS, entre todos que já disputaram a Taça Libertadores. Também é o time brasileiro mais caro da história… Nem Flamengo e Vasco, com suas tenebrosas parcerias com bancos americanos, em 2000, conseguiram ultrapassar a barreira dos 4 milhões mensais para o elenco titular. O dinheiro valia mais, é claro… Mas isso aí já é outro assunto.

Mas gastar essa ‘dinheirama’ num elenco de futebol tem uma grande e óbvia vantagem: a superioridade técnica sobre os adversários.

O torcedor tem que cobrar muito, mas muito mesmo deste time. Na próxima partida, por exemplo, contra o Boca Juniros em Buenos Aires, não pode existir, por parte do Flu, esse papinho de que a ‘La Bombonera é impenetrável’. Isso não existe e chegar a ser cômico. O Fluminense tem que ser considerado o favorito para a partida contra o Boca. Por qual razão? Simples:

Fred, Thiago Neves, Deco, Rafael Sóbis. Somando o salário dos 4 jogadores, temos 4 times titulares do Boca Juniors inteirinhos…
Sim, senhores!  Os 11 titulares do Boca custam aproximadamente 690 mil reais por mês. Riquelme, ídolo da equipe, chegou a tirar do próprio bolso dinheiro para ajudar o time no período das contratações. Riquelme ganha 200 mil reais por mês.

Na argentina, talvez não encontremos elencos milionários como no Brasil.
Mas, na argentina, talvez encontremos um resquício ínfimo de amor pelo clube, e de sensatez dos dirigentes nos gastos salarias dos jogadores.
É esse amor, é esse bom senso, é essa entrega que, mesmo com a abundância de craques do Flu, nós fazer saber, antes do jogo, que o Boca vai atropelar o pó-de-arroz.

Sem sombras de dúvidas.

Sem alma ou futebol

por prosadebola em 08/02/2012 - Categoria(s): Taça Libertadores

 

Felipe, prestes a errar. Ele só errou.

“É… Agora complicou”, pensa o torcedor vascaíno. Mais que complicou, eu penso. Complicado seria perder com garra, com velocidade, com alegria e jogando um futebol decente. Foi muito pior do que isso. Além da derrota, a torcida cruz-maltina teve que engolir uma atuação terrível. Esse era o jogo da confiança. Era a partida da reestreia após mais de uma década fora da Taça Libertadores da América. Foi um vexame.

Mesmo com o ótimo desempenho da equipe na Copa Sul-Americana do ano passado, a torcida tem um pé atrás. Palmeiras, Aurora, Universitário e Universidade. O Vasco perdeu todas, isso mesmo, todas as partidas que disputou fora de São Januário. Sofreu  4 gols do Universitário, 6 do Aurora e 4 da LaU, dentro e fora do ‘caldeirão’.  A zaga, apesar dos bons atores, não forma um grande filme. As exibições defensivas contra times andinos e platinos costumam ser muito fracas. Pouca regularidade, resumiria assim. Afobação.

A Vitória do Nacional foi a vitória da inteligência. Marcou muito forte o meio-campo dos veteranos Felipe e Juninho. Diego Souza foi bem, mas os laterais, que tiveram espaço, tremeram. Thiago Feltri mostrou não ter condição técnica de jogar numa equipe de Libertadores, apesar do segundo tempo de muito esforço. Max mostrou não ter condições nem de dominar uma bola.

Fora isso, não tem desculpa. O Nacional venceu… Mas não por ser melhor que o time da colina, pode até ser, mas o que contou foi a cancha. A experiência de um Clube que não fica fora da competição desde 1996 (ano em que o Botafogo disputou-a pela última vez). Um clube que sabe jogar um torneio como a Libertadores. As ausências de Rômulo e Fágner foram muito sentidas, mas a total ineficácia de Feltri, Costa, Bastos, Nilton, Pernambucano, Alecsandro e Felipe por pouco não resultou numa goleada.

A inexperiência internacional de um elenco pede, sem sombra de dúvidas, um treinador com currículo internacional. Não é o caso de Borges. Nada contra o aprendiz de treinador, mas acho que ele errou bastante. Se você vai jogar com dois volantes de ofício, escolha pelo menos um que saiba acertar um passe de 4 metros. Eduardo Costa e Nilton não compõem uma dupla de volantes aceitável. Mas como não havia mais opções, o melhor era descartar Felipe e colocar Bernardo desde o começo, como Meia Central. Escalar Alecsandro depois de 2011 é um erro infantil. Tenório é o titular e deve ser o camisa 9. Se vier com papinho que o equatoriano joga mais pelas pontas, ok. Mas contrata outro, nada de Alecsandro. Pode mandar embora.

No segundo tempo, o time uruguaio perdeu a chance de fazer 3×0, inacreditavelmente. O gol aberto.

Naquela hora, pensei até que os Deuses do futebol pudessem estar do nosso lado. Quando Alecsandro diminuiu, me perguntei, “será que os Deuses vão aprontar mesmo essa surpresa feliz para o torcedor vascaíno”?

Eles não tiveram coragem de realizar tamanha e absurda interferência.

O Nacional deve seguir para a segunda fase.
O Vasco vai ter que suar sangue para vencer fora de casa.
Não pela tabela,
mas pelo futebol que nos apresentou
e pela falta de confiança que chegou junto com ele.

Acabou o amor. O Flamengo virou um inferno

por prosadebola em 20/01/2012 - Categoria(s): Brasileirão - Série A

 

A coisa tá feia

O Flamengo vive um começo de ano desastroso. Na verdade, mais que desastroso, desastrado. O torcedor rubro-negro foi, em menos de 1 mês, do céu ao inferno (céu este criado pela cabeça pouco realista dos flamenguistas).

O Desastre do Bonde Flamenguista veio por causa da sua diretoria: torcedora e amadora. Paixão, alucinação, choro, grito, expectativa, isso tudo é coisa pra torcedor sentir. Diretoria tem que ser exata e profissional, fria e calculista, inteligente e visionária.

A diretoria rubro-negra preferiu apostar numa falsa pretensão. Ronaldinho, Thiago Neves, Alex Silva, Vanderley Luxemburgo e Deivid. Mas cadê o dinheiro? Contratar craque internacional em parceria com rede de empresários é fácil. Difícil é pagar o salário em dia, do próprio bolso. Difícil é explicar para os possíveis patrocinadores a razão de Ronaldinho Gaúcho ser um jogador marrento e preguiçoso. Fácil é inventar uma ”caganeira” para justificar sua ausência no treino, quando o ex-craque estava namorando pelado durante a concentração, tomando uma cervejinha barata. Quanto mais o Flamengo varre seus problemas para de baixo do tapete, mas o tapete vira a sua casa.

Ninguém quer jogar no Flamengo. Só com luvas. Que jogador gosta de ficar sem receber em dia? Os remanescentes continuam por lá, pois ainda não chegaram propostas melhores. E a nossa competente diretoria toma um ”não” de Vágner Love e Rafael Moura. Agora, vão atrás do Zé Love. Dá para levar a dirigência do Fla à sério? Não.

Erraram também em manter o Luxemburgo. Treinador fraco, sem motivação e que só pensa em dinheiro. Fiasco dos últimos anos, prefere concentrar os seus esforços na compra/venda de jogadores de quem ele mesmo é empresário. Levou 1 milhão de reais na venda do atacante Wanderley. Vocês acham que o time do Flamengo é mal contratado por que motivo? São todos, quase todos, jogadores do Luxemburgo. Alguma explicação racional para o amor entre Luxa e Fierro? Tudo isso é vontade de vender e faturar. E ele consegue. Quanto mais o Flamengo for para o buraco e vender seus ”pernas-de-pau”, mais Luxemburgo ganha dinheiro. Daqui a pouco ele diz adeus e volta pra casa. O Flamengo vira passado pra ele, mas continua triste presente para o torcedor.

Itamar, Deivid, Magal, Botinelli, Renato Abreu, Wellington… não tem mais Thiago Neves para pesar no lado contrário dessa balança com tanto fiasco.

Com Patrícia Amorim na presidência, o Flamengo dá passos largos rumo ao fracasso. Rumo a mais uma eliminação vergonhosa na Copa Libertadores. Rumo a mais uma campanha pífia no Campeonato Brasileiro. E, como os irracionais torcedores flamenguistas, a diretoria vai dizer que está tudo bem, pois o Flamengo é maior que tudo. E vão botar na banca, mesmo sem time.

Para abaixar o nariz do torcedor flamenguista, só a segunda divisão.

Que venha.